Isso Que a Gente Chama de Amor


 Desi nunca se deu bem no amor ― até decidir transformar a própria vida em uma novela coreana.

Desi Lee acredita que tudo é possível, basta ter um plano. Foi assim, com método e disciplina, que se tornou a aluna mais brilhante do colégio e uma atleta talentosa. É apenas no amor que Desi nunca se dá bem, colecionando uma sucessão de desastres quando se trata de garotos. Depois de protagonizar mais um desastre na frente de Luca, um jovem recém-chegado à cidade que logo atrai seu interesse, a garota passa um fim de semana assistindo a k-dramas, certa de que os finais felizes só existem nas novelas coreanas que seu pai tanto ama. É aí que ela se dá conta de que naquelas histórias também existe uma fórmula, um passo a passo que ela poderia seguir ― e conquistar Luca.

Em pouco tempo, sua vida se transforma em um enredo digno de um dorama. Mas ao contrário do que acontece na TV, isso pode não ser o suficiente para ela alcançar seu final feliz…


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 Se em Um lugar sónosso tivemos a oportunidade de conhecer um pouco sobre os bastidores do K-pop, aqui em Isso que a gente chama de amor, vamos nos aventurar junto com Desi Lee no universo dos K-dramas, que nada mais são que os doramas coreanos, que inclusive estão fazendo bastante sucesso por aqui. Caso você não saiba do que eu estou falando não deixe de conferir nosso Guia Rápido Para Dorameiro Iniciante

Desi Lee perdeu a mãe aos 7 anos, e ainda que não se dê conta disso este acontecimento norteou suas escolhas e seu comportamento. Ela é uma garota extremamente focada, que consegue ter sucesso em quase tudo, menos no amor. Quando ela conhece Luca, um garoto que tem toda a vibe de bad boy, ela decide que precisa criar sua própria sorte e inspirada nas novelas coreanas, que seu pai tanto ama ela cria uma lista de passos para conquistar o rapaz.


 Eu acreditava, e ainda acredito, que é possível construir nossos sonhos tijolo a tijolo. Que se pode conseguir qualquer coisa com persistência. Inclusive se apaixonar.

De início todo esse planejamento de Desi é divertido de acompanhar, assim como seu desenrolar, só que em um determinado momento as coisas meio que saem de controle, e é praticamente impossível não sentir uma certa aflição pelas escolhas que ela faz em nome de viver um grande amor.  Ao meu ver Desi é a versão coreana da Rory Gilmore, de Gilmore Girls com uma coisinha ou outra da Marissa Cooper, de The O.C.  Ela tem uma relação incrível com o pai, que lembra muito a da Rory com a Lorelai, ela também é uma aluna brilhante, quer ir para uma boa faculdade e faz tudo o que é possível para garantir isso, é querida pela comunidade, um exemplo a ser seguido, mas que quando se trata de amor acaba tendo algumas atitudes questionáveis. Além desse lado meio “nerd”, ela também preenche os requisitos para fazer parte do grupo dos populares e quando coloca uma ideia na cabeça não mede as consequências, assim como a Marissa, e seus amigos que lutem para lidar com tudo. 


 Eu sempre havia achado que relacionamentos terminavam mal e ponto. Mas a premissa básica dos k-dramas era de que sempre terminavam bem. E, olhando de perto, havia uma fórmula para fazer um cara se apaixonar por você. 


Maurene Goo criou uma história que apesar de a gente meio que já saber o que vai acontecer e ter aqueles clichês que a gente nega, mas ama, é praticamente impossível largar o livro. Sabe aquele esquema de só mais um capítulo? Então é exatamente assim. Além de toda a escrita envolvente, a autora ao meu ver nessa obra consertou os detalhes que me incomodaram ou senti falta em Um lugar só nosso, ou seja, esse livro teria tudo para ser 5 estrelas se não fosse pelo final. Nem tudo é perfeito né!?

Embora eu fosse descendente de coreanos, tinha havido certo choque cultural. Tipo, como um abraço poderia ser um marco tão importante de um relacionamento (nas séries americanas, os protagonistas mal piscam duas vezes antes de ir para cama)?  E como a diferença de classe podia ser um obstáculo tão grande, a ponto de parecer normal que uma mãe rica agredisse uma mulher adulta por ousar namorar seu filho sendo pobre? E como a mulher adulta podia simplesmente aguentar aquilo, porque a mãe rica era mais velha que ela? E havia a questão das emoções. Meu Deus, eu nunca havia testemunhado aquele nível de emoção vindo de seres humanos, na tela ou fora dela. 

O final da trama, não faz jus ao seu começo tão promissor. Quando levamos em consideração o público alvo deste livro, a maneira que a autora escolheu lidar com o desfecho da história pode enviar uma mensagem errada e isso me incomodou um pouco (não vou entrar em detalhes, mas adianto que é algo relacionando com as atitudes que a protagonista tem e como ela e os outros lidam com elas). Mas tirando esse detalhe é uma leitura divertida, com um romance super fofo, personagens que a gente fica com vontade ser amiga, várias informações interessantes sobre a cultura coreana e dicas de K-dramas. Inclusive ao final temos várias dicas de doramas para assistir de acordo com nosso gênero favorito, sem contar que durante a leitura Desi nos dá várias dicas do que assistir!


Se você gosta de livros no estilo de: Para Todos os Garotos que Já Amei, Vermelho, Branco e Sangue Azul, Três Coisas Sobre Você, Relatos de uma BR em Buenos Aires, Frank e o Amor ou séries de TV como Gilmore Girls então você precisa adicionar Isso que a gente chama de amor na sua TBR. 



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