Little Voice

by - quinta-feira, julho 23, 2020



É engraçado como algumas coisas são difíceis de começar a escrever não é mesmo? Quando vi o trailer de “Little Voice” e pela primeira vez,  já nos 30 primeiros segundos já sabia que ia gostar. Depois de assistir ao primeiro episódio sabia que vocês também deveriam ter a oportunidade de dar uma chance para esta série e conhecer a história de Bess, mas para isso vocês precisariam saber da existência dela primeiro. E cá estou para falar um pouquinho sobre ela, mas se tivesse que resumi-la em uma frase acho que escolheria essa da Demi Lovato: 

A música explica coisas que meu coração não pode expressar. 

Produzida por J.J. Abrams (Fringe, Lost e Westworld), com músicas originais de Sara Bareilles (O melhor amigo da noiva, The Vampire Diaries, Glee)  e o roteiro de Jessie Nelson (Corina, uma Babá Perfeita, Uma Lição de Amor e O Natal dos Coopers), a série “Little Voice” faz parte da lista de produções originais do Apple TV+ (o serviço de streaming da Apple que pode ser assinado mesmo que você não tenha nenhum um produto da marca, inclusive da para testar por 7 dias gratuitamente),  e estreou no dia 10 de julho deste ano. Já foram lançados quatro episódios, com cerca de 30 minutos de duração cada, os próximos serão exibidos semanalmente às sextas-feiras.


A trama gira em torno de Bess King (Brittany O'Grady), uma jovem cantora e compositora talentosa, mas com o potencial artístico pouco explorado.  Ela trabalha em vários empregos diferentes (barman, professora de música, passear com cachorros, tocar em casas de repouso, cantar nas ruas, são alguns deles) para poder pagar os boletos no final do mês, afinal morar em Nova York não é tão simples como Gossip Girl nos mostra, enquanto tenta se dedicar ao sonho de se tornar uma artista reconhecida.  Bess está tentando encontrar a sua própria voz, assim como a coragem de usá-la.

A série não foca apenas na história da ascensão musical de Bess, ela também explora a relação da protagonista com os personagens secundário e como isso impacta no seu processo criativo. Nos primeiros quatro episódios vemos que Bess além de ter que lidar com os vários empregos, as suas inseguranças, ela  também precisa estar presenta para Louie (Kevin Valdez), seu irmão mais velho, que está no espectro do autismo, assim para Percy (Chuck Cooper), seu pai alcoolista. Não sabemos muito ainda sobre sua mãe, logo isso pode ser um assunto a ser tratado nos próximos episódios. Saindo do seu núcleo familiar podemos notar o surgimento de um  possível triângulo amoroso entre Bess, Samuel (Colton Ryan) e Ethan (Sean Teale), porém, até o momento tudo isso fica apenas como uma possibilidade, os dramas amarosos da protagonista não são a força motriz das suas composições. 




Se você chegou até aqui provavelmente deve estar querendo passar longe de histórias dramáticas, mas vou de te dar alguns motivos  do porquê você deve dar uma chance para “Little Voice”.  

1. Música


A música é um elemento que move a trama tanto que a série foi considerada uma carta de amor à diversidade musical de Nova York, como prova disso temos:

Quando perguntam com quem Bess se parece ela diz que se parece com ela mesma, porque não quer ser outra pessoa, mas sem muita alternativa ela responde que é a é a mistura de Alessia Cara com Carole King e Betty White (porquê ela gosta de cachorros). Ou seja Bess é a misturado do novo com o antigo, o clássico com o moderno.

Louie, irmão mais velho de Bess, é apaixonado pelo teatro da Broadway e sabe aparentemente tudo o que se deve saber sobre. Sua paixão me fez lembrar da Rachel e do Kurt, de Glee.  Louie nos apresenta o universo dos musicas, por exemplo: Carrossel, Guys and Dolls, Os Miseráveis, Um Dia em Nova York, Amor, Sublime Amor, Peter Pan, Um Violinista no Telhado, Rock of Ages, Annie e Dear Evan Hansen.



Percy,  pai de Bess é um cantor que fez sucesso em outrora, mas que por algum motivo caiu no esquecimento e hoje ganha a vida cantando em estações de metrô e em parques de Nova York.
Já Prisha (Shalini Bathina), a colega de quarto e melhor amiga de Bess, se apresenta em uma banda mariachi composta só por mulheres.

Ao que tudo indica tudo foi pensando para criar uma narrativa coerente com o universo musical e com a história a ser contada, um exemplo disso é o fato de o nome que intitula a série  "Little Voice" foi inspirado no segundo álbum de mesmo nome de Sara Bareilles, uma das produtoras da série e também responsável pelas canções originais que iremos conhecer no desenrolar da trama. Em um entrevista para a Variety, Sara fala melhor sobre as composições, inspirações e afins para a série. 

2. Nova York 


A cidade de Nova York serviu de plano de fundo para vários filmes, séries e livros que habitam a nossa lista de favoritos. Quem nunca desejou poder passar pelo menos um dia explorando os cenários da cidade?

Friends, Sex and the City, How I Met Your Mother, Gossip Girl são exemplos de exemplos de séries de TV que fizeram milhares de pessoas de apaixonarem por esta cidade. Em "Little Voice"  conhecemos a cidade por um outro ângulo, que se assemelha muito ao apresentado no filme Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again). 

Se trocarmos Nova York por São Paulo a história poderia se encaixar perfeitamente aqui no Brasil. No atual momento que estamos vivendo é nostálgico poder ver uma Nova York (ainda que a gente nunca tenha ido lá), onde se pode apreciar os artistas de rua, uma ia ao teatro, sair com os amigos, se reunir com a família. Uma cidade rica em diversidade, oportunidades e que nunca dorme!

3. Representatividade 


Os personagens e a escolha dos atores para interpreta-los é algo que não passa despercebido. Temos a  representação de pessoas com deficiência, bem como de pessoas de várias raças, etnias, idades e orientações sexuais.

O ator Kevin Valdez, assim como seu personagem Louie também  está no espectro do autismo, esse detalhe me lembrou ao filme Colegas, que é  protagonizado atores com síndrome de Down, a série Special com Ryan O'Connell, que possui paralisia cerebral.  É importante ver temas com a deficiência sendo abordado nas telas, mas ainda mais importante é dar espaço para atores que conhecem essa realidade.



A atriz Shalini Bathina dá vida a Prisha, uma jovem de ascendência indiana que precisa lidar com o  racismo e a homofobia.  Os pais de Prisha são super tradicionais e estão buscando um casamento arranjado para filha, o que eles não sabem é que a filha é lésbica.

Bom esses foram apenas alguns exemplos. Não vou me estender muito no assunto, afinal não quero estragar sua experiencia e a série está apenas no começo, então ainda tem muita coisa para descobrirmos.

Para finalizar gostaria de saber se vocês costumar assistir séries musicais? Se sim, quais suas favoritas?  Abaixo o trailer para vocês conferirem um pouco da série. 

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6 comentários

  1. Amo a Sara! :D
    Já quero ver só pela trilha sonora! auhsuahsuas

    Um beijo,
    Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
    Algumas Observações
    Projeto Escrita Criativa

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  2. Oie!
    Já é o segundo post que leio indicando uma série original Apple TV+ e eu nem sabia que eles produziam conteúdo original :P
    Parece ser uma história muito fofa, mas repleta de ensinamentos e reflexões! Vou salvar a indicação, porque adoro ver séries com uma boa trilha sonora!

    Estante Bibliográfica

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  3. Não conhecia, mas já deu vontade de assistir.

    Beijos/Kisses.

    Anete Oliveira
    Blog Coisitas e Coisinhas
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  4. Oi!
    Olha nunca tinha ouvido falar sobre essa série mas, acho que as produções internacionais estão lançando tanta coisa boa, que fica difícil acompanhar tudo. Infelizmente, eu não sou assinante da Apple TV e vou ter que esperar para assistir.

    Viviane Almeida
    Resenhas da Viviane

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  5. Parece ótima! Gostei da série e da tua resenha! Certamente eu tiraria um tempo pra maratonar!

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  6. AHH, essa série parece ser demais!
    Amo quando a música está relacionada ao enredo, e representatividade é tudo, né?

    Menina, você acredita que eu nem sabia que existia Apple TV+? Tô passadaaaaaa

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