Estava indo para o trabalho, como fazia todos os dias, pegando aquela engarrafamento quilométrico, enfrentando aquele calor que a gente chega sente queimar aos pouquinhos... Pior de tudo, era a janela do ônibus fechada, porque a chuva que caia lá fora, era forte. Com chuva, com calor, me sentindo meio "presa", me dei a permissão de parar pra pensar um pouco na vida, já que quando você trabalha, estuda, se preocupa com coisas que tem a fazer, com problemas dos outros e esquece principalmente de você. Acho que acontece com todo mundo, de cair numa infinidade de pensamentos quando chove... Mas, porque será? Eu creio que chuva é uma coisa que remete a muita coisa, tipo choro sabe? Tipo, lavar a alma, deixar que as coisas ruins e o passado seja levado pela água que cai do céu. Aaah como seria bom se as coisas funcionassem desse jeito, que tudo fosse levado pela chuva. Enfim, nesse mesmo dia, quando já voltava pra casa, me encontrei na mesma situação: chuva, ônibus abafado e tudo fechado, mil pensamentos na cabeça, cheias de coisas pra resolver e sabe o que fiz assim que cheguei em casa? Isso mesmo, deitei e comecei a olhar pro teto e pensar mais um pouco, hahaha. Várias pessoas no meu lugar iriam no mínimo pensar em resolver tudo, sair da inércia, mudar alguma coisa naquela situação parada, mas não EU. Prefiro muitas vezes a calmaria, o meu quarto, minha cama, meu silêncio... Porque acho que dessa forma eu penso mais e resolvo mais. Todo dia, quando saiu de casa e olho pra janela do ônibus, passo pela mesma situação, estando chovendo ou fazendo sol, sendo calor ou frio, com alguém sentado do meu lado ou não (tirando a parte que acho que a pessoa fica me olhando toda hora). Cada um tem um momento no seu dia pra refletir e tirar alguma conclusão de si e isso acontece da maneira mais simples possível, essa é a minha. E a sua?
Isso que escreveste é tão eu... Faço isso em qualquer transporte, clima, altura do dia ou tamanho da viagem. É o momento para reflectir sobre mim e o que estou a fazer. Mas sabes mas isso é bom. Pensar sobre a vida e às vezes até ficar um pouco triste é muito E estar num transporte em que só nos resta pensar e ver paisagem vai obrigar-nos a fazer a introspecção. Por uns instantes paramos com a nossa vidinha e verificarmos se estamos no caminho certo, se somos quem queríamos ser, aprofundamos e analisar os nossos problemas. Isso é muito positivo porque crescemos, aprendemos e acabamos por mudar de atitudes. E também é momento para criatividade :)
Apesar de mal andar de ônibus ou sair de casa sou meio que assim. Mas paro pra pensar na vida sentada na varanda, no jardim e na churrasqueira da minha avó, gosto do silêncio e prefiro refletir a noite. Outra coisa são musicas, livros e filmes, eles me fazem refletir muito, mas uma coisa é certa: eu penso em tudo, sei o que fazer, mas no fim não faço nada, prefiro deixar assim, sei lá, acho que se fosse pra ser diferente a iniciativa não tem que ser só minha. Quem quer vai atrás. Ótimo texto pra pensar!
Duas amigas que decidiram em 2010 se aventurar pelo mundo dos blogs, e estão por aqui até hoje buscando maneiras criativas para se encarar a realidade. Vocês poderão encontrar por aqui coisas interessantes e úteis e outras não tão úteis assim.
Sintam-se à vontade para se juntarem nessa aventuta!
Clara sobreviveu ao submundo da Cidade do Eclipse contando com a sorte e uma boa dose de magia proibida. Mas, depois que um trabalho dá errado, ela é condenada à prisão por desenhar cartas de tarô – uma habilidade rara, reservada apenas aos membros da Academia Arcana. Quando tudo parece perdido, o príncipe Kaelis, o enigmático diretor da Academia, oferece uma saída à garota... por um preço. Kaelis acredita que ela seja a ferramenta perfeita para ajudá-lo a roubar uma carta de tarô do rei e usá-la para recriar a poderosa e mítica carta do Mundo. Para esconder sua verdadeira identidade e mantê-la por perto, Kaelis apresenta Clara como iniciada na Academia – e sua noiva. Lançada em um mundo de magia arcana e intrigas palacianas em que um passo em falso pode mandá-la de volta à prisão e até matá-la, Clara descobre que o príncipe que ela jurou odiar talvez não seja quem parece. Mas será que ela pode arriscar dar a ele poder sobre o mundo – e sobre seu coração? Ou tomará esse poder para si? ...
Foto: Jessica Gardner Como resistir aos seus olhos verdes e gentis, em contraste com a sua pele escura? Á sua presença magnética, capaz de atrair todos à sua volta? É difícil lutar contra isso. Porém, tal qual o sol, me aproximar demais sempre foi um risco grande demais para valer a pena. Não quero cometer o mesmo erro de Ícaro. Mas e se? Será? Quem sabe… Há dias em que me pego desejando voltar no tempo e desviar do exato momento em que meu caminho se encontrou com o seu. Em outros, imagino a sorte de quem ainda não te conhece. Que destino infeliz é desejar aquilo que jamais poderemos ter. Eu quis ser sua musa. Ser tão vital para sua existência quanto o ar em seus pulmões. Uma vida inteira passou diante dos meus olhos; eu vislumbrei todo um futuro ao seu lado. — Eu te amo! — Vai passar. E realmente passou. Passou feito um caminhão desgovernado, levando consigo tudo o que eu tinha de mais precioso — ou pelo menos era o que achav...
Foto: rawpixel | Magnific Estamos naquela linha tênue entre o ontem, o agora e o amanhã. Giro a taça entre os dedos enquanto procuro coragem para falar. Talvez seja a bebida falando um pouco mais alto, mas vou sentir muita falta de vocês. Sonhei tanto com esse momento que, agora que ele chegou, tudo o que eu mais quero é um pouco mais de tempo. É só agora que a realidade me alcança: amanhã deixaremos de ser apenas nós. Talvez esta seja a nossa última noite juntos antes que tudo mude para sempre. A partir de amanhã passaremos a ser o que o mundo irá nos enxergar: uma médica, um advogado, um professor, uma jornalista... e alguém que ninguém sabe exatamente o que faz, mas que certamente deve ganhar muito dinheiro. Espero que nunca esqueçamos que somos muito mais do que as profissões que escolhemos exercer. Espero que ainda exista tempo para conversar sobre amenidades, ouvir músicas duvidosas até quase romper os tímpanos e dançar, cada um à sua maneira, tentando deixar do lado de fora...
Foto de Sen Is not a man Existe um momento em que você começa a se questionar se vale realmente a pena e, se valer, vale para quem? Enquanto a pergunta ecoa em minha mente, observo um arranjo floral ao lado da janela, iluminado pelos raios de sol que, aos poucos, vão se despedindo. E me dou conta de que não sou assim tão diferente dele. Aquelas flores, ainda que permaneçam belas e alegrem o ambiente, uma vez arrancadas pela raiz e afastadas de tudo aquilo que as nutre, irão murchar aos poucos, até que não reste nada além de um resquício do que um dia foram. Eu tentei fugir, me afastar, mas essa nunca foi a resposta, não é mesmo? Eu queria saber o que havia do outro lado, mas o medo do que eu poderia encontrar me paralisou. Eles diziam que era normal e, sem ter nenhuma outra referência, eu acreditei. Normalizei aquelas afirmações e as tomei como parte de mim, sem me dar conta de quanto eu perdia no processo. Então percebo que não quero mais continuar abrindo mão de mim, das minhas raíze...
Isso que escreveste é tão eu...
ResponderExcluirFaço isso em qualquer transporte, clima, altura do dia ou tamanho da viagem. É o momento para reflectir sobre mim e o que estou a fazer.
Mas sabes mas isso é bom. Pensar sobre a vida e às vezes até ficar um pouco triste é muito E estar num transporte em que só nos resta pensar e ver paisagem vai obrigar-nos a fazer a introspecção. Por uns instantes paramos com a nossa vidinha e verificarmos se estamos no caminho certo, se somos quem queríamos ser, aprofundamos e analisar os nossos problemas. Isso é muito positivo porque crescemos, aprendemos e acabamos por mudar de atitudes.
E também é momento para criatividade :)
Beijinhos
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ResponderExcluirApesar de mal andar de ônibus ou sair de casa sou meio que assim. Mas paro pra pensar na vida sentada na varanda, no jardim e na churrasqueira da minha avó, gosto do silêncio e prefiro refletir a noite. Outra coisa são musicas, livros e filmes, eles me fazem refletir muito, mas uma coisa é certa: eu penso em tudo, sei o que fazer, mas no fim não faço nada, prefiro deixar assim, sei lá, acho que se fosse pra ser diferente a iniciativa não tem que ser só minha. Quem quer vai atrás. Ótimo texto pra pensar!
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