Eu sempre fui dramática de mais, ao extremo o bastante, mas
você sabia me acalmar, colocar meu corpo e minha mente em uma sintonia leve. Eu
cresci com uma vontade de correr o mundo, mas quando estava com você, nadar na
cama já era o suficiente. Eu sei, eu tenho um jeito durona que convence bem,
que eu sou marrentinha como você diz, mas meu coração fica mole quando você vem
ao pé do meu ouvido e fala eu te amo com essa sua voz rouca. E sabe que eu
perco o chão quando você me olha com esse seu olhar de safado, quando estamos
dormindo e você me puxa porque colado é distante demais e é difícil até ficar
com raiva de você, até nas discussões você abre esse sorriso lindo e pronto, me
ganha. E eu perco o chão, o ritmo, os
sentidos. Meu corpo vai ao encontro do seu como se esse fosse o único caminho
que ele sempre fez. Abrir os olhos de manhã e logo pensar em alguém para mim
não era normal, me tornei alguém diferente ao longo do tempo. Hoje eu me peguei
falando com todas as letras eu coloco
minha mão no fogo por ele, e quer saber? Realmente hoje eu coloco. É impossível
alguém entrar na sua vida, mudar tudo, romper todas as barreiras, segurar sua
mão no escuro, ultrapassar todos os limites e simplesmente está só brincando.
Até porque brincar é coisa de menino e basta olhar nos seus olhos para
perceber, que você não é mais isso, não é mais os erros, os tropeços, os
buracos é o caminho seguro que eu quero seguir.
Meridiana
Sair da favela e ingressar na vida de classe média era o grande sonho de Aurora e Ernesto. Esse propósito era alimentado pelo amor e pelo desejo de criar filhos "prósperos, exemplares e respeitados pela melhor sociedade". Deu certo. Com sua prosa leve e, ao mesmo tempo, precisa, Eliana Alves Cruz constrói uma narrativa engenhosa sobre o processo de ascensão social de uma família negra. Cada personagem — a mãe, o pai, os filhos e a filha — conta a própria história em primeira pessoa. São testemunhos de uma travessia que nunca é igual para ninguém. Ao explorar a pluralidade de vozes, a autora alcança a complexidade que dá ao processo sua fisionomia particular. Em tempos de desigualdades agudas e divisões de toda sorte, é fundamental olhar a realidade sob diferentes ângulos, explorar nuances e identificar caminhos que nos permitam criar um terreno comum de diálogo. Meridiana faz jus ao nome, conecta polos no espaço e no tempo e nos ensina como passar adiante as conquistas que ...

Adorei seu blog! To te seguindo, me segue tb.
ResponderExcluirhttp://belezararaepura.blogspot.com.br/
bjs
Maturidade é uma benção... crescer é maravilhoso
ResponderExcluirOi amei o se blog e ainda mais o seu texto, achei muito lindo e sinceramente se encaixou em tudo que estou sentindo hoje em dia. Parabéns pelo blog, muito fofo *-*
ResponderExcluirBeijinhos*
Lôh Alves'
www.essenciapink.wordpress.com