Correio Nada Elegante

by - terça-feira, junho 09, 2020


Rie estava de malas prontas para passar as férias nas lindas praias do Recife com sua irmã gêmea e seus pais, quando foi pega no flagra matando aula. Como castigo, sua mãe decidiu que ela ficaria em Brasília, abrigada em um quarto bagunçado na casa dos tios, e ainda teria que ser voluntária na festa junina da Paróquia Santo Antônio. Tentando encarar o que parece ser um martírio, principalmente depois que é sorteada para a barraca do pastel (ninguém aguenta mais a piada racista do pastel de frango), a garota se surpreende com um admirador secreto que todas as noites envia uma mensagem pelo correio elegante da festa. Entre risadas e mistérios, venha se divertir com esse conto recheado de comidas típicas e amores secretos.
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É praticamente impossível pensar no mês de junho e não se lembrar das Festas Juninas. Esse ano por motivos óbvios as comemorações provavelmente serão bem diferentes do que nós estamos acostumados. Para matar um pouco da saudade dos festejos gostaríamos de indicar o livro Correio Nada Elegante, da Marina Oliveira. 

Com 79 páginas, o livro é aquele clichê que a gente ama ler, ainda que não admita isso em voz alta algumas vezes. Como a própria sinopse sugere a história se desenrola na festa junina da Paróquia Santo Antônio e traz toda a energia vibrante e calorosa que só essa época tem. 



Coragem não significa ausência de medo. Significa entender seus medos e fazer o que deve ser feito mesmo assim. 

Durante a leitura somos transportadas para nossa adolescência, onde era comum participar da festa junina da escola, da igreja e afins. Conforme  vamos acompanhado a história de Rie, nossas memórias se misturam, a lembrança de combinar com as amigas para ir festa, a barraca do pastel, a maçã do amor, o bolo de milho, canjica, amendoim, paçoca, o famoso quentão, a pescaria, a música no alto falante que dá vontade de sair dançado, a cadeia do amor, o correio elegante... 

Marina conseguiu trazer em sua história uma trama que reflete um pouco do pluralidade do nosso país, dando voz  personagem poucos retratados nos livros que estamos acostumados a ler. Ainda que de maneira não muito aprofundada é legal ver uma personagem nipo-brasileira (descendente de japoneses), um personagem surdo, por exemplo dentro da história. 


Há quem diga que é uma leitura bobinha, mas vamos ser sinceras às vezes tudo que a gente quer/precisa é algo simples e leve, que desperte em nós aquela sensação de aconchego e quentinho no coração. Nesse quesito Correio Nada Elegante cumpre bem esse papel e é uma ótima oportunidade de conhecer novos autores nacionais. Então fica a dica e aproveite que ele está disponível no Kindle Unlimited

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5 comentários

  1. Ah, que fofo. Essa é uma verdade em, tem horas que é ótimo ler algo mais leve, com poucas páginas e até clichê mesmo. Acho que vou pegar essa dica para quando estiver de ressaca literária haha
    Jardim de Palavras

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  2. Eu nunca tinha visto nenhum livro que se passasse na época das festas juninas e já amei esse título! Muito obrigada por compartilhar ele! <3

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  3. Oi, como vai? Que indicação maravilhosa, eu estava mesmo procurando um livro tranquilo para ler rapidinho! Estou super tristes porque na escola onde eu trabalho, essa época de festa junina é uma comemorado o mês inteiro com programações diferente para os alunos e a comunidade em geral, eu lembro que apesar de estarmos super cansados por causa da trabalheira, estavamos sempre rindo porque os alunos estavam rindo também!

    Estou ansiosa para voltar a ver meus aluninhos lindos sorrindo e felizes porque a pandemia passou! Com certeza vou pegar esse livro emprestado no KU ainda nesse FDS.

    Viviane Almeida
    Resenhas da Viviane

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  4. que legal que são autores nacionais, a proposito ficar em Brasília, não e ruim kkk sou de Brasilia e aqui tem coisa boas kkk. gsotei bastante vou ate pesquisar mais sobre o livro gostei

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  5. Esse tipo de clichê eu não só amo como admito em voz, alta, hahaha! E se passando numa festa junina, ainda, gente! É impossível ler sua resenha e não lembrar imediatamente de ser adolescente numa festa assim, daquela mistura de medo com vontade de receber um bilhetinho, de ficar na barraca vendendo e não poder curtir tanto, mas se divertir ali mesmo sem querer confessar. É bom que mata um pouquinho da vontade que, esse ano, não teremos como satisfazer.
    Muito bom trazer uma autora nacional aqui pra amenizar a loucura que está nossa cabeça, fiquei afinzona de ler!

    ps.: se fosse comigo eu ia chorar as férias INTEIRAS por não ter viajado, aaaaah!

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