Era só eu
preferindo vim para o meu quarto bagunçado, meu computador lento do que está
aí, ao seu lado. Era só eu evitado atender ao telefone para não desperdiçar
umas das suas desculpas baratas. Era só eu fingindo não ligar que quando vi
acabei não ligando mesmo. Estava me despedindo de pouquinho e pouquinho, foi um
longo período até o verdadeiro adeus, te oferecendo uma chance lá no fundo. Era
só eu não prendendo nada a nada, dando liberdade a tudo. Dava para perceber,
era só um pouco de atenção. Eu fui dizendo tchau com pena de tudo aquilo, com
pena dos anos passados, mas não tinha restado nada ali, e no final de tudo eu
percebi que nem lembranças. Você me dizia te amo como se fosse a sua mais nova gíria
e eu nunca gostei de gírias, então, mas do que nunca fiz a escolha certa, eu
sei que você sempre falou que a mistura de nos dois dava a cor perfeita, sua
cor preferida era preto e a minha não. Você sabia, dizíamos isso o tempo todo, marcávamos
no calendário, mais um dia que parecia da certo. Era de se assustar a super
ligada com o desastrado, à atenciosa com o esquecido, o amor com, com qualquer
coisa. É bem tarde agora para eu tentar desvendar o que era, e na verdade, não
importa, faz tempo que deixou de ter importância.
Os Nomes
Depois de uma tempestade catastrófica, Cora sai de casa com Maia, sua filha de nove anos, para registrar o filho recém-nascido. Seu marido, Gordon, um respeitado médico na cidade, mas uma presença aterrorizante e controladora em casa, quer que o filho receba seu nome, mantendo assim a tradição de sua família. Mas, quando a funcionária do cartório pergunta a Cora que nome quer dar ao bebê, ela hesita... Sete anos depois, o filho, que recebeu o nome de Bear a pedido da irmã, encara uma catástrofe muito mais terrível que a tempestade do dia anterior ao registro de seu nascimento. Ou será que ele se chama Julian, nome escolhido por Cora, convencida de que isso o libertaria de toda a ligação com o pai cruel? Ou, quem sabe, seu nome seja Gordon, tendo herdado do pai o nome e a brutalidade? Esta é a história de Bear, Julian e Gordon, três versões de uma vida definida por uma simples escolha com todas as ramificações que ela pode desencadear. Esta é a história de uma família e de um amor capaz...

Acho seus textos incríveis. São sinceros, profundos, com uma realidade que dói.
ResponderExcluirSou seu fã já.
Bjão!
http://livronasmaos.blogspot.com.br/
ooouw que lindo, obrigada kk *--*
ResponderExcluirInfelizmente é horrível deixar de ser importante pra alguém a ponto da pessoa nunca mais te procurar. Beijo
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