À Primeira Vista

sábado, setembro 16, 2017


Esqueça amor “à primeira vista”. Esta é uma história de amizade “à primeira vista”... ou quase Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Fora da escola, seus caminhos nunca se cruzaram... Até uma noite, em meio à semana do orgulho gay de São Francisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo — que pode ou não se sentir do mesmo jeito —, aceita o desafio que mudará sua vida. E sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente... Na plateia, Kate, fugindo da garota que ela ama a distância por meses e confusa por não se sentir mais em sintonia com as próprias amigas, se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Em meio a festas exclusivas, fotógrafos famosos, exposições em galerias hypadas, essa ligação se torna cada vez mais forte. E Mark e Kate logo descobrem que, em muito pouco tempo, conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa. Uma história comovente sobre navegar as alegrias e tristezas do primeiro amor... uma verdade de cada vez.
📖Skoob  👍Avaliação Final: ⭐⭐⭐✩ ✩ 

David Levithan é um autor que basta ver seu nome em um livro para já despertar meu interesse pela leitura. Quando vi algumas resenhas dizendo que este livro era uma celebração a amizade fiquei ainda mais curiosa pela história assim como ahcei uma ótima oportunidade para conhecer a escrita da Nina LaCour, porém ao terminar o livro não fiquei tão feliz com a trama quando imaginei que ficaria e já explico o motivo.



Existem livros que nos conquistam já de cara, outros que precisam de um pouco mais de tempo, tem aqueles que precisam ser lidos no momento certo para que a mágica aconteça, tem os que não nos conquistam não importa quantas vezes a gente tente e nos digam que as coisas melhoram, e por fim tem aqueles que simplesmente não nos despertam nada, não são ruins, mas também não são incríveis. Não mudam nossa vida, não fazem a gente querem compartilhar com o mundo e infelizmente para mim À Primeira Vista  se encaixa nesta última categoria. 

Eu não sei o que quero, então basicamente vou dançando conforme a música. 

A sinopse nos passa a ideia de uma noite mágica repleta de encontros e desencontros, amores e novas amizades, mas na pratica não é bem assim. A amizade de Mark e Kate não convence, não cativa. Não consegui ver aquilo acontecendo na vida  real, não consegui me identificar com a história, com os personagens, nem com os dramas vivenciados pelos personagens. 

O livro fala sobre o primeiro amor, as descobertas e incertezas que a adolescência traz, mostra a importância de saber que não se está sozinho e mais alguns clichês presentes nos livros do gênero. Mas ainda assim tudo acontece sem grande profundidade. Eu tive a impressão que o livro na verdade não é uma celebração a amizade e sim ao Orgulho Gay. Não me entendam mal, não estou dizendo que isso é ruim, mas acredito que é um tema tão rico que foi mal explorado, senti falta de um algo mais.



O livro é narrado em primeira pessoa tendo seus capítulos intercalados entre Mark e Kate. Este é um recurso que me atrai por nos permite uma proximidade maior com os personagens e compreender melhor os dois lados da história, porém aqui não foi um recurso que trouxe um diferencial. Talvez se fosse narrado em terceira pessoa...

Hesito por um instante, e nesse momento ele estende a mão para segurar a minha. Como se sentisse minhas dúvidas. Como se não precisasse se virar para saber exatamente onde estou. Como se tudo pelo que passamos tivesse construído pelo menos essa ligação, esse tipo de ponte. 

Existem tantos livros que falando sobre a comunidade  LGBT que nos fazem refletir sobre o tema, sobre a maneira que ainda apesar de toda a informação existe o preconceito, como é difícil você se assumir com medo da maneira que sua família vai reagir, seus amigos e a sociedade. Para mim o ponto alto do livro é o momento que acontece uma leitura de poemas e tem dois que se destacam, onde ambos falam sobre a intolerância dentro de casa e sobre a diferença de ser tolerado e ser aceito. Acredito que se os autores explorassem mais este assunto, a relação dos protagonista com a família, os amigos, o papel da escola, o livro seria uma experiencia enriquecedora. Também senti falta de detalhes da cidade, gosto de livro que nos fazem viagem por suas páginas, por exemplo como acontece em "Londres é nossa!", imagine como seria se sentir na semana do orgulho gay de São Francisco? 


Se você chegou até aqui deve estar pensando que eu achei a leitura ruim não é mesmo? Mas por incrível que pareça não foi. O livro traz várias frases que se destacam ao meio ao texto e que fazer a gente querer anotar, compartilha-las. Em tempo onde o assunto representatividade vem ganhando cada vez mais evidencia acredito que muitas pessoas que fazem parte da comunidade  LGBT vão se identificar e se sentirem representados. 

A leitura é leve e flui de maneira rápida. À Primeira Vista  pode perfeitamente ser lido em um dia e se encaixa perfeitamente quando queremos ler algo despretensioso para passar o tempo.  Apesar da trama não ser muito explorada ela nos deixa a mensagem que o amor é sempre a melhor resposta!  






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10 comentários

  1. Fiquei com vontade de ler... Sei lá, a maioria dos livros que vejo tem muito foco no romance, mesmo quando os personagens começam amigos tem alguém que se apaixona, etc... Não que eu não goste, amo, mas gostei dessa breve "diferença".
    Eu só li um livro do David Levithan e foi que nem você com esse... Achei gostosinho, não revolucionário mas que cumpre bem seu objetivo, que é o mais importante!

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  2. Eu amo os livro do David Lvithan mas quando ele escreve com outras pessoas eu acho que o livro nunca fica 100%. Apesar de esse não ser tipo MEU DEUS DO CÉU QUE LIVRO MARAVILHOSO eu tô muito a fim de ler. Perdi uma super promoção que teve e agora só acho ele pelo preço de capa. #chateada :(

    Beijos!
    http://www.prateleiracolorida.com.br

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  3. Já ouvi falar muito bem nesse livro e estou super interessada em lê-lo, mas minha tbr está abarrotada e o tempo não está me ajudando kkk então vou demorar um pouquinho para lê-lo com certeza haha amei a resenha moça, um beijo!

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  4. Oi Ane! Ainda não li nada do David, mas sempre ouço falar bem. Achei uma pena o enredo não aprofundar em pontos importantes, já que poderia render uma história bem mais cativante! :)
    xoxo

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  5. Olá! Apesar de achar super válida esse tipo de mensagem positiva nos livros sobre amor, amizade e tal, acho que não é meu estilo de leitura. Ou talvez não seja para o meu momento, livro tem muito disso, né? Mas acredito que seja uma boa indicação.
    Beijos!

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  6. Oi, tudo bem? A história parece interessante mas confesso que nunca li nenhum livro com esse enredo. Gostei da resenha. Beijos, Érika =^.^=

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  7. Oiie

    Eu já estava com muita vontade de ler esse livro e com suas ressalvas ainda vou ler, mas minhas expectativas diminuiram hahaha O que deve ser melhor, certo?

    Ainda não li nada do autor, mas me indicam muito e bate a curiosidade :)

    Beijos!

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  8. Ainda não li nada desse autor, mas já o encontrei em vários posts, diálogos. No momento, estou com uma lista de textos enorme para ler e não tenho como me livrar disso porque é material de trabalho. Mas gostei da trama e da maneira como a proposta de amizade se apresenta. Tantas vezes eu já olhei para alguém e pensei 'eu quero para mim, não como um grande amor, apenas a pessoa, para um diálogo de horas'. Há pessoas interessantes no mundo e claro que há aquelas para as quais olhamos e fugimos. A realidade sempre é um excelente enredo para a ficção e há autores que são bons nesses 'desenhos'.

    bacio

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  9. Li poucos livros do David Levithan, ou talvez não tenha lido nenhum (ando lendo tanto que está ficando difícil acompanhar os autores). Primeiro ponto: achei muito interessante o fato de ser sobre uma amizade, temos ai um romance bem diferente; segundo ponto: a questão de cativar o leitor acredito que vá de cada um, percebi por sua resenha que é uma história leve e solta, divertida para ser devorada rapidamente; terceiro ponto: eu gostaria de mais protagonistas lésbicas (poxa não me sinto tão representada vendo apenas protagonistas gays), eu sinceramente gostaria que houvesse mais livros em que lésbicas são as personagens principais (poxa! Gostar de mulher também é difícil! O.O). No entanto, eu super leria o livro. E mesmo assim já vi alguns livros ai que estão vindo com casais de mulheres como personagens principais!

    Até mais! O/
    Karolini Barbara

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  10. Já li um outro livro do Levithan e bom, é um dos meus livros favoritos <3 mas esse livro em específico eu ainda não conhecia. Ele não chamou muito a minha atenção, para falar a verdade mas parece ser um bom livro para quando queremos passar o tempo de forma agradável.

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