As Tumbas de Atuan

sexta-feira, agosto 18, 2017

Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados. Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia.Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro. Finalista da Newbery Medal, que premia os melhores livros jovens de cada ano, As Tumbas de Atuan dá continuidade ao elogiado Ciclo Terramar com uma singela história que rompeu com os paradigmas de heroína quando foi lançada.  
📖Skoob 👍Avaliação Final:⭐⭐⭐✩✩

As Tumbas de Atuan foi escrito em 1969, um anos após a publicação de O Feiticeiro de Terramar, livro que ele sucede. Assim como o primeiro volume do Ciclo de Terramar, Ursula K. Le Guin traz em sua obra algo novo para época e uma forte crítica social, ainda que apresentada de forma sutil.

Ao contrario do que vimos acontecer com Ged, Tenar não lhe foi dada nenhuma escolha e teve seu destino lhe imposto. Ainda muito jovem foi separada de sua família e tudo aquilo que conhecia e entregue uma responsabilidade que muitos adultos recusariam. Mas a jovem nunca teve o direito de dizer não a missão que lhe foi imposta,  aos 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para o obscuro culto dos Inominados.

Alguns anos se passam e Tenar, agora  Arha, uma garota sem nome, mas que dispõe de um poder soberano começa a se questionar sobre sua reação função e que poder é esse que ela possui que não lhe trás grandes privilégios e si muitas obrigações das quais nem sempre ela se sente confortável.

A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha que o espírito carrega. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. 

Porém eis que um dia que até então parecia com tantos outros que  Arha já havia vivido como guardiã das Tumbas de Atuan, ela se depara com um estranho, alguém que não deveria estar e solo sagrado, e esta pessoa até então desconhecia se trata de Ged. A partir desse encontro Arha começa a despertar para a realidade cruel do seu destino e com a ajuda do invasor talvez ela tenha a chance de voltar a ser Tenar e conquistar mais uma vez a possibilidade de ser dona do seu destino e ter de volta a chance de ter uma vida livre longe da escuridão lhe imposta. 
 

Assim como em  O Feiticeiro de Terramar o ritmo da leitura começa lendo e um pouco confuso, mas para nosso melhor entendimento o livro traz tanto um mapa de Terramar como um das Tumba de Atuan e seus labirintos, o que ajuda a visualizar melhor aquilo que nos é descrito. A partir de capítulo 5 o ritmo melhora e as coisas começam a acontecer, mas não acelera a ponto de deixar as coisas empolgante como acontece no primeiro volume do Ciclo de Terramar.

As Tumbas de Atuan apresenta um ritmo próprio, que ao meu ver poder ser lido perfeitamente de maneira independente do primeiro. Acredito que o grande diferencial deste livro não seja uma grande aventura, mistérios e fantasia, mas sim ver uma mulher como protagonista em uma época em que as mulheres não tinham tanta representatividade perante a sociedade. 


Tenar é uma jovem igual a tantas outras que não tinha voz, nem direito de escolha, mas que conforme os anos de passam ela começa a se questionar sobre o rumo que sua vida está tomando e quando conhece Ged ela encontrar tudo o que precisa para enfim se tornar a senhora do seu destino. Achei interessante a maneira como a autora não deixou que a protagonista encontrasse uma solução para seu "problema" de maneira fantasiosa e sim a partir de um relação de confiança mútua.

Ursula nos mostrou em sua obra que a fé cega não nos leva a lugar nenhum e que para se encontrar paz e ter sucesso em algo homem e mulheres deve está em pé de igualdade, não existe ninguém melhor que o outros, todos temos nossas habilidade e limitações e que trabalhadas em conjunto de maneira harmônica pode chegar a grandes realizações.

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9 comentários

  1. Gostei muito do livro, a edição é linda e a história parece incrível! Acredito que vou curtir <3 ótima resenha!

    sorria sempre :)
    www.malusilva.com.br

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  2. A edição do livro parece ser tão bonitinha, bem pensada e enfatizando essa coisa de fazer com que o leitor visualize melhor a história ♥ Admito que não é um gênero ou história que me chama atenção (alô romances, ainda prefiro vocês), mas sabe que eu leria? O enredo me deixou curiosa quanto aos personagens. Aliás, aproveitei para dar uma relida na resenha anterior e concordo contigo, parece que os dois livros não se encaixam por completo, podendo ser independentes um do outro, né? Enfim.

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  3. Sou a maior fã de leituras de Romance, mas esse livro ai chamou-me à atenção. Nunca tinha ouvido falar aqui em Portugal mas achei bem giro, vou ver se encontro algures na internet. Essa edição é bem gira. Eu pessoalmente adoro ver as capas dos livros, as suas ilustrações fico rendida a um livro só pela capa haha. Gostei muito do ser resumo achei completo mas sem spoiler, coisa que gosto bastante

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  4. A história parece incrível. E a edição hein? Parece ser tão linda. Só a capa já roubou a cena ♥️

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  5. Admito que julgaria este livro pela capa e não sei se compraria. Mas pela sua resenha acho que é o tipo de livro que me interessaria sim. Com um q de fantasia faz bem meu tipo, alem se como você falou, trazer uma mulher como protagonista, e ando querendo ler bastante neste estilo. Otima resenha, bem detalhada. Fui olhar a outra para enteder melhor sobre o livro. Me interessei ^^

    www.soltavoz.com

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  6. Oi, tudo bem? Ainda não conhecia o livro mas fiquei impressionada com a edição. Quando vou comprar algum livro sempre vejo se tem material extra como mapa, marcadores, contra-capa ilustrada, acho ótimo quando encontro haha O enredo é bem interessante e o fato trazer uma mulher como protagonista faz com que tenhamos mais vontade de ler. Ótima resenha. Beijos, Érika =^.^=

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  7. Que capa mais fofa desse livro.. Esse livro eu não conheço, mas a sua resenha esta tao bom que fiquei curiosa para comprar e saber todos os detalhes .

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  8. É muita responsabilidade. Uma menina de apenas 6 anos se tornar guardiã e passar a tomar conta de um espaço tão importante. Admiro a valentia de Tanar.
    Amei a resenha.

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  9. a estética do livro é linda, a resenha ficou ótima, deu vontade de saber mais sobre, apesar de não ser muito meu gênero, mas a gente da uma chance, as vezes é legal mudar


    Blog Entre Ver e Viver

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