O outro lado de tudo isso


A casa de Mercy Blain acabou de pegar fogo. E esse nem é o maior de seus problemas. A casa de Mercy Blain está pegando fogo, mas ninguém — nem os bombeiros,nem os paramédicos, nem seu não-tecnicamente-ex-maridoEugene — parece entender que este não é o maior de seus problemas. Seu maior problema é que, pela primeira vez em dois anos, Mercy está do lado de fora. Lançada em um mundo que tentava a todo custo ignorar, ela vai para a casa de Eugene, mas logo percebe que ficar lá não é uma opção. Em meio ao pânico, toma a decisão mais impulsiva de sua vida: compra uma van cult vintage (leia-se minúscula, velha e fedida) e coloca o pé na estrada. Afinal, lar é onde você está. Na companhia de Wasabi, seu salsichinha, e de uma passageira um tanto mórbida, Mercy agora precisa enfrentar surtos inoportunos, uma simpática trupe de nômades na terceira idade, um escocês charmoso e uma rival inescrupulosa para chegar a Darwin, no norte da Austrália, a mais de três mil quilômetros de distância. Primoroso, doce e sarcástico, este é um romance sobre enfrentar a ansiedade, aprender a perdoar — os outros e si próprio — e a aproveitar a vida, escrito por uma jovem autora talentosa e extraordinária.

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Não se deixe enganar pela capa fofa, essa história está longe de ser algo leve e divertido, porém, lhe garanto que fará você embarcar numa reflexiva jornada através da Austrália.  

Tudo parece fazer mais sentido em retrospecto, não é? Acaba que vemos nossas memórias de quando éramos crianças com olhos de adultos. Isso muda tudo.

O outro lado de tudo isso é um livro com capítulos curtos, uma narrativa fluída, mas que em vários momentos nos tira da nossa zona de conforto e nos faz praticar nossa empatia para tentar entender e se conectar com a protagonista e toda a sua jornada em uma van ao lado do seu cachorro rumo ao norte da Austrália.

Será que não estamos todos , pensou Mercy, buscando uma forma de validação? Buscando saber que somos aceitáveis, independentemente do que tivermos feito?

Este não é um livro difícil de conversar sobre, mas quando o assunto é escrever sobre ele sem dar detalhes demais da história além daqueles que a própria sinopse nos apresenta, não é uma tarefa tão simples assim.

Faz dois anos que Mercy Blain não sai de casa, e de uma hora para outra ela se vê obrigada a enfrentar tudo aquilo que a fez se isolar do mundo.  Talvez se sua casa não tivesse pegando fogo, talvez se ela não tivesse sido salva das chamas por um vizinho, ela não precisaria ter que encarar o mundo fora da bolha que ela criou para si. Mas às vezes a vida tem um jeito um tanto quanto peculiar de nos fazer lidar com nossos medos e limitações e não nos resta outra alternativa que não seja ir.

É aquilo que eu digo, vai com calma, dê uma boa admirada na vida. Todo mundo anda tão rápido hoje em dia. Correndo de um lado para o outro, pondo fotos na internet sem parar. Por que não aproveitar o momento?

Mercy vive cercada pelo luto, ansiedade e ataques de pânico. Faz muito tempo que ela não sabe mais como é se sentir uma pessoa normal. Levada por um impulso e seguindo os sinais aparentemente enviados pelo universo ela se vê pegando a estrada ruma ao norte para ver o que há do outro lado. Cercada por paisagens muitas vezes inóspitas, sua viagem rumo a Darwin acaba se tornando uma experiência catártica.

Sabe, existe uma diferença entre dor e sofrimento. O primeiro é um fato ao qual se render, o segundo é uma escolha.

Entre happy hours em trailers, crises de ansiedades, ligações não atendidas, flertes inofensivos pela estrada e idosos simpáticos que só querem aproveitar a vida, Mercy aprende valiosas lições assim como nos ensina e nos relembra sobre o que realmente é importante em nossa vida.




 

1 Comentários

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  1. Já posso dizer que amei demais a temática da obra? Claro que posso! Quanto tempo não vejo um livrinho com uma vibe gostosa de se ler. huahuahuahuahua

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@profanofeminino