Run The World

 

Lançada em maio deste ano, a nova série da Starzplay,  traz como título o mesmo nome da música da cantora Beyoncé "Run The World" (Girls! É preciso muita disciplina para não completar). Coincidência? Provavelmente não. Assim como a canção, o seriado aposta no empoderamento feminino! 




Provavelmente quando você vê uma série protagonizada por um grupo de amigos, logo você imagina que há grandes chances de ela ter se inspirado em Friends (1994), porém, é muito provável que não pense em séries como Living single (1993) e Seinfeld (1989). Da mesma forma acontece quando vemos uma série protagonizada por mulheres, é praticamente automático, logo nos vem a cabeça  Sex and the city (1998),  ainda mais se história acontecer em Nova York...



A trama é protagonizada por Ella (Andrea Bordeaux), Sondi (Corbin Reid), Whitney (Amber Stevens West) e Renee (Bresha Webb), que vivem os altos e baixos da vida da mulher moderna. São mulheres que aprenderam a criar suas oportunidades e não esperar para serem salvas por um príncipe encantado.  Juntas elas não apenas sobrevivem, mas prosperam juntas! No primeiro episódio já temos uma noção da dinâmica do grupo e o tom que narrativa irá adotar.

Ella está começando em um novo emprego, depois que seu livro não foi muito bem recebido pela crítica. Whitney está lidando com uma carreira promissora e os preparativos do casamento, enquanto se questiona se realmente ela está pronta para se casar. Sondi é uma acadêmica engajada nos movimentos antirracistas, e mantém um relacionamento com seu orientador, enquanto o ajuda a criar a filha dele, onde muitas vezes discordam em relação a melhor abordagem para criá-la. Renee é a única das amigas que é casada, porém, seu casamento está em crise e ela não consegue enxergar outro caminho que não seja o divorcio. 



A história se passa em Nova York, mas diferente de Sex an the city, em Run The World saímos de Upper East Side e temos como plano de fundo o Harlem. Inicialmente o Harlem foi povoado por holandeses (inclusive é daí quem vem o nome), recebeu imigrantes judeus e latinos e, por ter aluguéis mais acessíveis, foi se consolidando como refugio para os negros que vinham do sul dos Estados Unidos fugindo do preconceito e da segregação racial. Hoje é  conhecido por ser um grande centro cultural e comercial dos afro-americanos. Séries como A Vida e a História de Madam C.J. Walker (Netflix) e Godfather of Harlem (Fox) mostram ainda que de maneira indireta o desenvolvimento do bairro. 


A série conta com uma temporada de oito episódios de cerca de meia hora, e foi escrita por Leigh Davenport  e produzida por Yvette Lee Bowser.  Curiosidades: Leigh se inspirou em suas próprias vivências e de suas amigas para criar a série. Já Yvette  foi a primeira  mulher negra nos Estados Unidos a comandar uma série de TV, que por acaso foi Living single, considerada por muitos a série que inspirou Friends. 




Run The World traz um olhar diferente para uma narrativa bem conhecida. Por muitos anos vimos o mundo pelos olhos dos homens e de pessoas brancas, então nada mais justo do que termos mulheres contando sua própria visão do mundo e aí temos diferentes olhares. Aqui temos mulheres de trinta e pouco anos, bem sucedidas, negras e orgulhosas.   De maneira leve e divertida elas falar de  empoderamento, feminismo negro, reinvenção da mulher no mercado de trabalho, preconceito etário ( quem aqui já assistiu Younger?), expectativas, família, tradições, história, política, sexo, por exemplo. 

Já elogiamos o figurino de The Bold Type, mas Run the World não fica atrás, a série também arrasa nos figurinos. Ella e Renne roubam a cena na maioria da vezes, Whitney também apresenta looks incríveis, Sondi  tem um estilo para poucos, mais tem um ou outro a gente fica querendo ter.  O mérito de tudo isso fica para  Patricia Field, aclamada figurinista de Sex and the City ao lado de Tracy L. Cox, é incrível como elas conseguiram criar look que representam bem a essência de cada personagem. Quem sabe em outra postagem a gente se aprofunde mais no assunto. 

Bom é isso, esperamos que você tenha curtindo a dica! Já assistiu ou conhecer mais séries de TV neste estilo? Conta pra gente nos comentários!

2 Comentários

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  1. Obrigado pela dica de série. Ainda não conhecia.

    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. Hey o/

    Eu descobri com The Bold Type que eu curto esse tipo de série, essa me parece ser do mesmo gênero e eu fiquei muito afim. Pena que eu não assino esse streaming.

    Boas leituras,
    Apesar do Caos (blog)   | Skoob   |  Twitter
    Karen Gabrieli

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