Resolvi te escrever, tomei coragem e vim tentar traduzir o
furacão que esta aqui dentro, talvez você não entenda o tanto de metáforas que
existe por aqui. Eu sei que você fica péssimo quando me ver calada por muito
tempo, sem ter noção do que esta passando naquele momento por essa cabeça. Só
digo uma coisa, quando fico calada é quando mais meus pensamentos gritam, ficam
a flor da pele. Me prefira falando sem parar, uma tagarela, porque o meu
silencio te odeia. Uma frase fez o meu “muro do esquecimento” desabar e você
sabe o que acontece, estrago as horas, dias. Tentei disfarçar o máximo que
pude, só por uma vez não transparecer tanto. Quando você sai, parece que perco
toda aquela minha marra, desabo. E eu andava lidando tão bem com os fatos. Tento
me recompor, mas me recompor é maquiar um novo "muro do esquecimento" em terras
cheias de incertezas. Talvez eu, tão
cheia de coragem por medo fechei os olhos, o mundo parece tão cruel e por incrível
que pareça, são os seus braços os únicos que me confortam. Só às vezes tenho a sensação de esta perdida,
mesmo estando em casa. Quem sabe eu tenha deixado para trás um pouquinho dos princípios
que sempre julguei, ou melhor, fui bruscamente afastada deles, não sabia, mas, o
amor muda opiniões, senti na pele.
Meridiana
Sair da favela e ingressar na vida de classe média era o grande sonho de Aurora e Ernesto. Esse propósito era alimentado pelo amor e pelo desejo de criar filhos "prósperos, exemplares e respeitados pela melhor sociedade". Deu certo. Com sua prosa leve e, ao mesmo tempo, precisa, Eliana Alves Cruz constrói uma narrativa engenhosa sobre o processo de ascensão social de uma família negra. Cada personagem — a mãe, o pai, os filhos e a filha — conta a própria história em primeira pessoa. São testemunhos de uma travessia que nunca é igual para ninguém. Ao explorar a pluralidade de vozes, a autora alcança a complexidade que dá ao processo sua fisionomia particular. Em tempos de desigualdades agudas e divisões de toda sorte, é fundamental olhar a realidade sob diferentes ângulos, explorar nuances e identificar caminhos que nos permitam criar um terreno comum de diálogo. Meridiana faz jus ao nome, conecta polos no espaço e no tempo e nos ensina como passar adiante as conquistas que ...

Ah se eu pudesse fazer como diz no texto rescrever e mandar para a pessoa a carta com tudo que esta aqui rs. estava lendo e lembrando desses mesmos sentimentos.
ResponderExcluirhttp://indirect-foryou.blogspot.com.br/
Ai cara, eu ja não to muito bem hoje, aí eu chego e dou de cara com um texto desses, você quer que eu alague a casa? Talvez quem saiba eu ajude na seca do Nordeste né?
ResponderExcluirhttp://moda-teensworld.blogspot.com.br/
Também sou assim, tagarela e quando tou calada é porque minha cabeça tá borbulhando. Lindo texto <3
ResponderExcluirLindo o texto.
ResponderExcluirMAs a parte que mas mecheu comigo foi: me recompor é maquiar um novo "muro do esquecimento" em terras cheias de incertezas.
nossa forte!
mega beijo:
simplesevaidosa.blogspot.com
Eu tenho várias cartas que ninguém nunca leu.. Quando estou confusa me fecho, e o único jeito de colocar alguma coisa pra fora é escrevendo.
ResponderExcluirBlog | Facebook
Me identifiquei com o texto, quando fico quieta, meus pensamentos gritam demais..
ResponderExcluirDe: Adolescente Para: Adolescente
adoro vim aqui e ver os comentários de voces, elogiando, se identificando. fico muito feliz, de verdade. Que bom que gostaram do texto, obrigada (:
ResponderExcluirOlá!
ResponderExcluirAmeeei o post novo do seu blog!
belo texto!
Se puder dá uma passadinha no meu e deixa um comentário?
Meu mundo, Meu quarto
Quem nunca teve dessas cartas, não é? Eu tenho um monte... Mas adorei essa sua carta, me vi em cada parte dela, moça! Parabéns
ResponderExcluirBeijos, Arih
O silêncio fala mais que as palavras, não?
ResponderExcluirAdorei essa carta , me identifiquei em partes com ela , voce escreve muito bem , parabens <3
ResponderExcluirAmei a carta, você escreve muito bem.
ResponderExcluiroouw e eu amei cada comentário de voces hihi *---*
ResponderExcluirO silêncio "diz" tudo. Muito bonito seu texto.
ResponderExcluirBeijinhos
www.burguesinhas.com.br