Já desfiz a minha mochila de
tartaruguinhas, acabei de tirar dela, todas as lembranças do carnaval. Dizem que
o ano começa só depois desse evento, eu já fico espero outros desses para
prolongar a felicidade. Há tempos o mês de fevereiro passava batido por mim,
não fazia planos, não sonhava com ele como agora. (Você mudou muitas coisas, inclusive
os meus carnavais). Eu fiz um milhão de planos para esse, nada saiu como o
combinado. Nunca seguimos os acordos, gostamos de quebrar nossas próprias regras.
Você me lembra que errar mais de duas vezes é burrice, e eu te falo que juramos
ser para sempre, então é isso, combinamos
nas risadas, nos acordos, em cada olhar perdido querendo se achar e tem dias
que nada nos tornam em comum. Escutei palavras
de você que eu não precisaria esta sóbria para lembrar. Mas como um quarto de
um estranho poderia ser tão bom assim? Deveria estar saturada de tanto carinho,
mas eu ainda estou um pouco carente (posso ver um sorriso no seu rosto lendo
isso). Beijei suas costas quando você estava dormindo todas essas noites,
tireis risos de você, que isso já me fazia ganhar o dia, escutei eu te amo todas
as noites, ao pé do ouvido. Ganhei apelidos novos, me recarreguei de você,
estou cheia de todas as certezas. Cheia de vontades e motivos para enfrentar
uma quarta-feira de cinzas em pé em um shopping e transbordado de vontade de
fazer acontecer. Estamos longe de estarmos nos contos de fadas, mas como você mesmo disse: “estou
satisfeito em ser seu pelo resto da vida”. Isso basta.
A última noite
Foto: Ariana Lim Se você soubesse que aquela era a última noite, o que teria feito diferente? Teria perguntado o meu nome, anotado meu telefone ou pedido algumas horas a mais? Talvez tenha sido egoísmo da minha parte fazer você acreditar que teríamos mais tempo, mas a verdade é que eu estava apenas de passagem — mas não estamos todos? Você poderia ter me perguntado quando eu contasse que não teríamos o amanhã, e iríamos rir disso ou passaríamos horas filosofando sobre a nossa existência, sobre o fim do mundo e se existe vida inteligente fora do planeta Terra. Quando a gente se diverte, o tempo passa de uma maneira diferente, e fazia tanto tempo que eu não me divertia tanto. Não queria pesar o clima com um tom de despedida, querendo ficar um pouco mais. Se você tivesse pedido, talvez eu tivesse ficado. E, feito despertador em modo soneca, eu teria adiado e adiado, de cinco em cinco minutos, até não poder mais. Agora, olhando as fotos como um #TBT fora das redes sociais, não me arr...

Nossa que texto lindo! Inspirador,pode ter certeza!
ResponderExcluirBeijos,Nayara
http://femininamodeon.blogspot.com.br
lindo e romântico *u*
ResponderExcluirhttp://www.sweets2dreams.com
Texto lindo.
ResponderExcluirhttp://radarmexeriqueiro.blogspot.com