Wash Day: Para o Que Der e Vier



Acompanhe as aventuras de quatro amigas – Kim, Nisha, Davene e Cookie – nos altos e baixos de suas vidas diárias no Bronx, através de cinco histórias em quadrinhos que se entrelaçam em um final surpreendente. Desde o autocuidado até as fofocas durante as longas sessões no salão de beleza, passando pela cura de problemas familiares, cada história utiliza como cenário as rotinas de cuidado com os cabelos, para conhecermos quem são essas jovens mulheres e como elas cuidam umas das outras. Expandindo a série de quadrinhos norte-americana Wash Day, aclamada pela crítica, a escritora Jamila Rowser e a artista Robyn Smith nos mostram o cotidiano dessas quatro personagens vibrantes, com as quais nos identificamos – e abrem uma janela para a experiência universal, porém pessoal, dos cuidados diários com os cabelos de mulheres negras.

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Wash Day: Para o Que Der e Vier é um livro que celebra e acolhe, de forma leve e sensível, a vivência de mulheres negras por meio de pequenos recortes dos altos e baixos da vida de quatro amigas que moram no Bronx, em Nova Iorque — um local historicamente conhecido como o berço do hip hop.

Se você é uma mulher crespa, cacheada ou ondulada, mesmo que não utilize o termo wash day, certamente reconhece que cuidar dos cabelos nem sempre é uma tarefa simples. Por isso, é bastante comum reservar ao menos um dia da semana para se dedicar exclusivamente a esse cuidado, quase como um dia de spa É um momento em que tudo é feito com calma: lavar, hidratar, desembaraçar. Algumas pessoas preferem ir ao salão, enquanto outras transformam a própria casa em um espaço de cuidado e acolhimento.

É justamente a partir desse ritual de autocuidado que Jamila Rowser e Robyn Smith constroem suas narrativas, abordando temas profundos e relevantes, como conflitos geracionais, relacionamento abusivo, saúde mental, sexualidade, carreira, amor, amizade e perdão. Assim, Wash Day vai além do cuidado com os cabelos e se revela uma obra sobre afeto, escuta e amizade, mostrando como essas mulheres se apoiam e crescem juntas diante dos desafios da vida.


Ao acompanhar as histórias de Kim, Nisha, Davene e Cookie, Wash Day reafirma a importância de ver mulheres negras ocupando o centro da narrativa de suas próprias vidas, e inclusive me remeteu a séries de TV como Harlem e Run the World, nas quais também seguimos a trajetória de um grupo de quatro amigas construindo suas vidas em Nova Iorque, lidando com sonhos, conflitos e transformações pessoais.. A obra transforma experiências cotidianas em potência, mostrando que cuidado, afeto, amizade e vulnerabilidade também são atos de resistência. Ao colocar essas mulheres como protagonistas de suas histórias, o livro inspira toda uma comunidade que, por muito tempo, foi empurrada para os bastidores, a se reconhecer como sujeito principal, digno de visibilidade, escuta e celebração.


Conheça um pouco mais sobre essas quatro amigas: 





Ah, um detalhe que me chamou bastante a atenção é que, após os créditos, há uma página intitulada “Página de Processos”, na qual o leitor tem acesso a informações e curiosidades dos bastidores da obra. Nela, encontramos o trecho do roteiro de um dos painéis favoritos das autoras, acompanhado não apenas do script, mas também do esboço da ilustração da cena e de sua etapa final de coloração.

Além disso, a seção apresenta um pouco do desenvolvimento da arte conceitual das personagens, o layout do apartamento de Kim e Cookie, assim como alguns esboços da capa. Achei  interessante o fato de esses materiais terem sido compartilhados ao final do livro, pois revelam o processo criativo por trás da obra e podem servir de grande inspiração para escritores, roteiristas, quadrinistas, ilustradores e outros profissionais criativos.

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