Fisheye

quinta-feira, junho 29, 2017


“Meus olhos são como canudos, Mick, só me permitem enxergar por um buraquinho. E com o tempo, a abertura deles vai diminuir muito, até que a fenda deixe de existir.”
Aos dezesseis anos, Ravena Sombra descobre que não é perfeita: após um acidente numa festa, ela é diagnosticada com retinose pigmentar, uma doença sem cura que degenerará a sua visão gradativamente. Com o mundo pelo avesso, a adolescente inicia sua jornada em busca do amadurecimento e da superação, numa narrativa intimista à procura de se entender e de se descobrir. Ao longo do caminho, contará com a ajuda do melhor amigo de infância, da sua implicante e carismática irmã, de uma velha polaroid com nome de música dos Beatles e de um violinista cuja pele é marcada por cicatrizes e os olhos de um azul infinito como o céu. No meio de tanto caos, Ravena vai entender que crescer não é um processo fácil e que sim há beleza em enxergar o mundo do seu jeito peculiar e especial.
📖Skoob   👍Avaliação Final: 

Conheci este livro graças a uma postagem em um grupo no Facebook anunciando que a autora estava fazendo uma seleção para parceria com blogs para a resenha do mesmo. Logo que vi a capa fiquei curiosa e lendo a sinopse eu sabia que precisava conhecer esta história. Fique super feliz quando vi que o blog está entre os selecionados. Quem acompanha o blog desde o inicio sabe que a gente sempre que tem a oportunidade ajudamos a divulgar a literatura nacional. 


Fisheye é aquele livro que vai te conquistando aos poucos e a cada página vai te surpreendendo, não pro ter aspectos fantasiosos e surreais, mas sim por real Tão real que é impossível não se ver envolvida. A cada nova página sentimos na pele junto com a personagens todos os sentimentos que a protagonista está vivenciando. E vai por mim já deixe  alguns lencinhos separados, pois este livro vai te deixar no mínimo de olhos marejados.  Mas por favor não pense que está é uma história triste, apesar de ter momentos assim, é que a história é trabalhada de uma maneira tão delicada, a construção e evolução dos personagens, tudo é tão crível que emociona  e te faz torcer pelo final feliz de cada personagens ali descrito. 
Não sou religiosa, não frequento igreja alguma e nunca parei para contestar ou afirmar a existência de um ser celestial. Nunca presenciei milagres ou promessas atendidas. Porém, estava desesperada por qualquer coisa que inflasse em mim a esperança de ficar bem.
Kamile Girão está de parabéns! Ela nos presenteou com uma história que traz uma protagonista que faz parte de uma classe privilegiada em nosso país (a história se passa aqui no Brasil, ainda que não cite a cidade, dá para imagem vários lugares que se encaixam no perfil descrito), e ainda assim passou anos acreditando que era uma garota desastrada, quando na verdade possuía uma doença degenerativa, a retinose pigmentar e olha que seu pai é médico. Isso nos mostra que independente da sua classe social, cor de pele, opção sexual, gênero, todos nós somos humanos e estamos sujeitos a falhas e isso não faz a gente ser pior que o outro.  


 Outro ponto positivo é que a autora criou uma trama em que tem a relação da protagonista com sua doença como foca principal. Existe sim um romance sendo desenvolvido (que por sinal é uma fofura só), mas ele não é o foco principal e para mim ela acertou muito fazendo essa escolha. Acho uma pena quando me deparo com um livro que traz um problema real seja ele de cunho social ou relacionado com alguma doença que se perde por conta do foco em um relacionamento amoroso. 

Mas perceber que tem uma doença a fez notar que não dá para ser perfeita para alimentar expectativas.

Antes de ler  Fisheye eu não tinha visto nada relacionado com retinose pigmentar, então achei incrível a experiencia de saber um pouco mais da doença, e de conhecer o processo que autora vivenciou para construir esta história. Assim como as referências musicais e da cultura pop que ele utilizou  (os fãs de The Beatles, Star Wars e Fotografia vão amar). 

imagem retirada do site do livro
A história é narrado em primeira pessoa, exceto por um capitulo (todo especial onde há grandes chances de de emocionar) que é narrado pela irmã da protagonista. O livro apresenta 316 páginas que passam super rápido já que a escrita da Kamile é bem fluída e envolvente.  A diagramação da versão e-book  a qual  li é simples e bonita, então acredito que a versão física esteja incrível.
Segurar sua mão era confortável e seguro como um refúgio, porém inquietante como uma subida numa montanha-russa. Dava para sentir a ansiedade causada pela precipitação da queda, o frio no estômago e o coração palpitante.
Fisheye é aquele livro que vale a pena conhecer. Ele nos faz enxergar a vida com outros olhos, nos fazendo refletir sobre vários assuntos que na maioria das vezes nos passam despercebidos. É um livro sobre família, amizade, superação, amadurecimento, aceitação e e aquela velha pergunta sobre qual o seu lugar no mundo.  Aposto que durante a leitura você encontrar pelo menos um personagem com o qual irá se identificar. 


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4 comentários

  1. Sou que amor de resenha! Quero tanto ler esse livro. A capa é o marcador são lindo ❤ com certeza nos traz lição de vida!
    Beijos ❤
    Jardim de Palavras

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  2. Fiquei super curiosa, a capa já é linda, quero pra ontem,rs!

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  3. Oi
    Eu também tive o privilegio de ler esse livro em parcerka com a Kamile .
    Lindo livro demais que vai nos conquistando a cada pagina como você disse.

    Gostei muito do amadurecimento da Ravena, do romance e saber mais sobre essa doença que como você eu também não tinha ainda ouvido falar.

    Parabens pela resenha e as fotos ,ficaram lindas

    Beijos

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  4. Olá! Já tinha visto esse livro em algumas postagens e acho a capa lindíssima! Acho o tema muito atrativo também, gosto muito de livros profundos, que abordam situações mais reflexivas. No caso, a doença da protagonista. É um livro que tenho interesse em ler.

    Beijos!

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