Em seu primeiro livro de poesia, Bruna Vieira percorre uma viagem para se reencontrar. Em 2017, Bruna Vieira fez as malas, deixou a vida no Brasil de lado e foi escrever uma nova história em outro país, vestida de coragem e guiada por um sentimento que sempre foi sua maior prioridade: o amor.
Com o tempo, porém, os dias foram ficando cada vez mais longos e solitários. Era como se naquele lugar o amor tivesse perdido o equilíbrio e se tornado uma obrigação. Foi bem perto do fim e de jeito mais frio que ela finalmente se deu conta: é impossível ser “nós” sozinha.
Formado por quatro partes ― cabeça, garganta, pulmão e ventre ―, este livro é um mapa. Um mapa que leva Bruna de volta à escrita e a si mesma. São relatos reais, repletos de lembranças, aprendizados e cicatrizes, que agora deixam o corpo da autora para encontrar o seu, em forma de poesia.
Ao tocar em temas como autoestima, amizade feminina e relacionamentos (com o outro e sobretudo consigo mesma), Bruna olha para dentro e nos convida a percorrer nestes versos nossa própria viagem de autodescoberta.
Quem acompanha o trabalho da blogueira e escritora Bruna Vieira sabe que sempre há algo dela impresso nas palavras que ela escreve, em
alguns momentos é até comum sua vida real se confundir com a de alguma
personagem (falamos sobre isso na resenha de De Volta aos Quinze). Porém, em Meu corpo virou poesia ela compartilha conosco um dos momentos
mais delicados da sua vida até agora (quem a acompanha a um bom tempo deve
reconhecer várias situações narrada no livro), de uma forma que é praticamente
impossível não se colocar no lugar dela e vivenciar tudo aquilo que ela sentiu
e transformou em palavras.
Se você não souber sentir, nem sente comigo.
Formado por quatro partes ― cabeça, garganta, pulmão e ventre ―, a sensação que temos é que cada poema é uma peça de um quebra-cabeça, um trecho de um mapa que nos guia em um processo doloroso, mas libertador de cura e reencontro da autora consigo mesmo, e um pouco nosso também. Afinal, quem nunca se perdeu de si mesma em algum momento da vida? Cabeça e garganta trazem os trechos mais dolorosos, mas são peças chaves para entendermos a jornada da autora em se reencontrar e se reconectar com suas raízes. Já pulmão e ventre nos trazem a esperança de dias melhores ainda que tudo pareça incerto no momento. Acredito que esse seja um dos melhores trabalhos da Bruna até agora!
Me diminuí, me encolhi e me esqueci do que me fez chegar até aqui. Não foi você, foi o amor.
Com uma diagramação simples e delicada, contendo algumas ilustrações que dão um charme a mais a obra, esta é uma leitura rápida, mas com o potencial de transformar e impactar a vida de que lê. Ao final do livro temos uma entrevista com a autora para conhecermos um pouco mais sobre o processo de escrita do livro.
Se você gostou dos livros da Rupi Kaur e Amanda Lovelace, então vale a pena dar uma chance para este livro!
acabei de colocar o livro na lista de livros pra comprar. gosto muito do trabalho da Bruna. na vdd, eu acompanho ela desde 2010, a época em que os blogs tava em alta. sdds <33
pela sua resenha, o trabalho parece ser bem intimista. do jeito que gosto.
Duas amigas que decidiram em 2010 se aventurar pelo mundo dos blogs, e estão por aqui até hoje buscando maneiras criativas para se encarar a realidade. Vocês poderão encontrar por aqui coisas interessantes e úteis e outras não tão úteis assim.
Sintam-se à vontade para se juntarem nessa aventuta!
O aroma adocicado e levemente picante surge como um convite, daqueles difíceis de resistir. Deixo que meu olfato me guie, e não demora muito para que eu ouça o crepitar do fogo. Sinto meu corpo relaxar aos poucos e uma sensação familiar tomar conta de mim. Ah, como senti falta disso, penso. Assim que adentro o espaço decorado com bandeirolas coloridas, sou recebida por olhares curiosos, em contraste com sorrisos cheios de afeto. É como voltar no tempo. Tudo está do mesmo jeitinho que eu lembrava: a disposição das barracas, a ordem do festejo, até o padre ainda é o mesmo, dá para acreditar? Ainda assim, parece que algo não se encaixa. Algo mudou, e eu não consigo explicar o quê. Talvez seja a cidade. Talvez seja eu. Sinto uma brisa fria me atravessar, um lembrete sutil de que não demorará muito para que as temperaturas caiam e deem boas-vindas ao inverno. Cumprimento alguns conhecidos, mas não prolongo nenhuma conversa. Todos acham que sabem por que estou aqui; o que eles realmente...
Lembro de ouvir minha avó dizer à minha mãe: — A gente não cria os filhos para si. Cria para o mundo. Na época, eu não entendia o que aquilo significava. Mas me lembro do olhar cansado de minha mãe respondendo que vovó não entendia, que os tempos agora eram outros. Por muito tempo essa memória permaneceu quieta dentro de mim. Até que, em uma manhã aparentemente comum, aquelas palavras atravessaram meu pensamento logo nas primeiras horas do dia. E, antes mesmo de compreender por quê, a lembrança dos olhos cansados de minha mãe voltou inteira para mim. Ela dizia que minha avó não entendia. Hoje, sou eu quem não entende. Será que algum dia entenderemos de verdade o que significa amar alguém e, ainda assim, prepará-lo para partir? A frase me acompanha enquanto meu corpo muda e a vida segue acontecendo. É uma presença silenciosa, quase delicada, como o som da brisa agitando as folhas das árvores lá fora. Ainda assim, há algo nela que me assusta. Principalmente agora, quando acaricio minha b...
Lançado em 2023 pelo estúdio francês Un Je Ne Sais Quoi em parceria com Umanimation, o título é uma aventura narrativa que troca a adrenalina pela contemplação. Entre cenários pintados em aquarela e uma narrativa delicada sobre família, perda e memória, o jogo convida o jogador a revisitar a infância pelos olhos de Mimi, uma jovem que retorna à casa da avó em busca de respostas sobre um passado que ela já não consegue lembrar. Uma carta que muda tudo Já adulta, Mimi vive um momento de incertezas e mantém uma relação delicada com o pai. Desde a adolescência, uma lacuna em sua memória a acompanha: ela não consegue se lembrar de nada do que aconteceu antes de completar 13 anos. Ainda assim, existe a sensação de que algo muito importante ficou perdido naquele período, como uma lembrança que insiste em permanecer fora de alcance. Porém, tudo muda após a morte de sua avó, Nora. Seu pai, Fabrice, recebe uma carta da tabeliã da família, que também era uma antiga amiga de Nora. Nela, é inf...
Esfiha é aquele tipo de receita que parece ser mais difícil do que realmente é. Conhecida como um prato típico árabe, a esfiha foi desenvolvida na Síria e difundida pelo Líbano; depois, para outros países até chegar aqui no Ocidente. Depois de testar várias receitas, uni o que mais gostei nas minhas favoritas em uma só e cheguei a essa combinação que cá estou compartilhando com vocês. Uma das melhores coisas dessa receita é que se você tem intolerância a ovo, lactose pode consumir tranquilamente, pois para seus preparo não vai esses ingredientes na massa. Outra vantagem é que não precisa deixar horas descansando e sovar muito. INGREDIENTES Massa: 1 colher (sopa) açúcar 1 colher (sopa) fermento biológico ½ xícara de água morna ¼ de óleo de girassol ou soja 1 colher (chá) de sal 2 xícaras de farinha de trigo ½ cebola Recheio: 1 xícara de proteína de soja texturizada ou 400g de Carne Moída 1 tomat...
Depois de uma tempestade catastrófica, Cora sai de casa com Maia, sua filha de nove anos, para registrar o filho recém-nascido. Seu marido, Gordon, um respeitado médico na cidade, mas uma presença aterrorizante e controladora em casa, quer que o filho receba seu nome, mantendo assim a tradição de sua família. Mas, quando a funcionária do cartório pergunta a Cora que nome quer dar ao bebê, ela hesita... Sete anos depois, o filho, que recebeu o nome de Bear a pedido da irmã, encara uma catástrofe muito mais terrível que a tempestade do dia anterior ao registro de seu nascimento. Ou será que ele se chama Julian, nome escolhido por Cora, convencida de que isso o libertaria de toda a ligação com o pai cruel? Ou, quem sabe, seu nome seja Gordon, tendo herdado do pai o nome e a brutalidade? Esta é a história de Bear, Julian e Gordon, três versões de uma vida definida por uma simples escolha com todas as ramificações que ela pode desencadear. Esta é a história de uma família e de um amor capaz...
Quero muito ler esse livro desde o seu lançamento. Depois da resenha de vocês, só fiquei com mais vontade ainda. *O*
ResponderExcluirBlog Karolini Barbara |Instagram Karolini Barbara
oi, oi.
ResponderExcluiracabei de colocar o livro na lista de livros pra comprar. gosto muito do trabalho da Bruna. na vdd, eu acompanho ela desde 2010, a época em que os blogs tava em alta. sdds <33
pela sua resenha, o trabalho parece ser bem intimista. do jeito que gosto.
bj!
Não me venha com desculpas - Adriel Christian
Amo a escrita da Bru. Quero muito ler esse livro. Sem falar que a capa é muito linda.
ResponderExcluirUm beijo.
Ha det bra!
Leidiane Holmedal | leidianesbueno@gmail.com
Watermelon Curly
Instagram Watermelon Curly
Gente o que foi esse trailer do livro? Nossa me emocionei muito, adoro os livros da Bruna, são cheios de ternura.
ResponderExcluirBárbara Cavalcante
http://barbaradoblog.com/
Oi, Ane!
ResponderExcluirAcho bonito esse poder que a poesia tem de ressignificar os momentos dolorosos da nossa vida.
É bonito ver que a Bruna fez isso! :)
Um beijo,
Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
Algumas Observações
Projeto Escrita Criativa