5 Livros para se ler não só no Dia da Consciência Negra

by - terça-feira, novembro 20, 2018


Dia 20 de Novembro é comemorado  aqui no Brasil, o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida por ter sido o dia da morte de Zumbi dos Palmares, e  é de certa  forma uma maneira de homenagem, assim como de representar a luta dos negros na sociedade.

Para não deixar passar a data separamos algumas livros que valem a pena serem lidos. 

O Ódio Que Você Semeia: Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.

Este é aquele livro tão necessário que ainda que não se passe no Brasil fala de uma realidade comum vivenciadas pela maioria das pessoas negras. Ele nos mostra situações que muitas vezes não entendemos e nos faz refletir sobre nossas ações. 

Reais formas de amarNesta nova coletânea, reunimos quatro escritoras para contar as virtudes e desventuras de futuras herdeiras ao trono que, com muita sutileza, inteligência e solidariedade, foram criadas para serem grandes líderes. Mas será que é possível governar uma nação e ainda assim controlar o próprio coração? Continuando a valorizar a perspectiva “own voices”, em que o autor escreve sobre algum aspecto de sua vivência, “Formas Reais de Amar” dá espaço para protagonistas não brancas alcançarem a imaginação dos leitores e cativarem seus corações. 

Este livro nos apresenta um conto de fadas moderno, daquelas que a gente gostaria que se tornasse cada dia mais real. Todos os personagens são bem construídos, e até seus defeitos os fazem mais reais e cativantes. Temos quatro contos distante, mas que brilham a sua maneira e trazem mensagem importantes e o melhor de tudo conversa bem com todos os públicos em especial a um que por muito tempo não se viu representado na literatura. E o melhor de tudo é produção nacional! 

Bruxa Akata: Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo. Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns.
Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?

Este livro nos presenteia  com uma viagem através da cultura africana por meio da culinária, do modo de se vestir, das crenças e costumes e ao longo da leitura vamos percebendo o quão notável é essa influência em nossa cultura, em especial em alguns lugares do nordeste.

No Seu Pescoço:  Publicado em inglês em 2009, No seu pescoço contém todos os elementos que fazem de Adichie uma das principais escritoras contemporâneas. Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares. Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro — escrito em segunda pessoa —, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.

Cada conto nos traz uma realidade diferente, e por este detalhe se torna um livro completo por nos transporta por várias realidades ensinando as mais diferentes lições.  No Seu Pescoço é uma ótima forma de conhecer um pouco da escrita da Chimamanda Ngozi Adichie, mas se você tiver a oportunidade adicione todos os livros dessa mulher, pois ela é incrível. 


Quem tem medo do feminismo negro? :  reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante.
Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

Exitem vários outros livros que deveriam estar nesta lista, mas esses cinco são ótimas opções para acrescentar a sua leituras. E você qual livro adicionaria nesta lista? Nos conte nos comentários. 

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1 comentários

  1. Olá meninas amei o título, devemos mesmo não apenas nos lembrar da luta Negra apenas em um dia, mas sim constantemente porque direta ou indiretamente essas são nossas raízes.
    Eu já ouvi falar bastante de "O Ódio Que Você Semeia" e e tenho muito interesse em ler, mas cada vez mais a minha lista de leitura aumenta e eu nunca consigo terminar para poder fazer uma nova kkkkkkk como desacumular o tanto de livro que eu tenho separado para ler?? Vou ter que tirar uma vida inteira para maratonar.

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