Já desfiz a minha mochila de
tartaruguinhas, acabei de tirar dela, todas as lembranças do carnaval. Dizem que
o ano começa só depois desse evento, eu já fico espero outros desses para
prolongar a felicidade. Há tempos o mês de fevereiro passava batido por mim,
não fazia planos, não sonhava com ele como agora. (Você mudou muitas coisas, inclusive
os meus carnavais). Eu fiz um milhão de planos para esse, nada saiu como o
combinado. Nunca seguimos os acordos, gostamos de quebrar nossas próprias regras.
Você me lembra que errar mais de duas vezes é burrice, e eu te falo que juramos
ser para sempre, então é isso, combinamos
nas risadas, nos acordos, em cada olhar perdido querendo se achar e tem dias
que nada nos tornam em comum. Escutei palavras
de você que eu não precisaria esta sóbria para lembrar. Mas como um quarto de
um estranho poderia ser tão bom assim? Deveria estar saturada de tanto carinho,
mas eu ainda estou um pouco carente (posso ver um sorriso no seu rosto lendo
isso). Beijei suas costas quando você estava dormindo todas essas noites,
tireis risos de você, que isso já me fazia ganhar o dia, escutei eu te amo todas
as noites, ao pé do ouvido. Ganhei apelidos novos, me recarreguei de você,
estou cheia de todas as certezas. Cheia de vontades e motivos para enfrentar
uma quarta-feira de cinzas em pé em um shopping e transbordado de vontade de
fazer acontecer. Estamos longe de estarmos nos contos de fadas, mas como você mesmo disse: “estou
satisfeito em ser seu pelo resto da vida”. Isso basta.
Relicário
Lembro de ouvir minha avó dizer à minha mãe: — A gente não cria os filhos para si. Cria para o mundo. Na época, eu não entendia o que aquilo significava. Mas me lembro do olhar cansado de minha mãe respondendo que vovó não entendia, que os tempos agora eram outros. Por muito tempo essa memória permaneceu quieta dentro de mim. Até que, em uma manhã aparentemente comum, aquelas palavras atravessaram meu pensamento logo nas primeiras horas do dia. E, antes mesmo de compreender por quê, a lembrança dos olhos cansados de minha mãe voltou inteira para mim. Ela dizia que minha avó não entendia. Hoje, sou eu quem não entende. Será que algum dia entenderemos de verdade o que significa amar alguém e, ainda assim, prepará-lo para partir? A frase me acompanha enquanto meu corpo muda e a vida segue acontecendo. É uma presença silenciosa, quase delicada, como o som da brisa agitando as folhas das árvores lá fora. Ainda assim, há algo nela que me assusta. Principalmente agora, quando acaricio minha b...

Nossa que texto lindo! Inspirador,pode ter certeza!
ResponderExcluirBeijos,Nayara
http://femininamodeon.blogspot.com.br
lindo e romântico *u*
ResponderExcluirhttp://www.sweets2dreams.com
Texto lindo.
ResponderExcluirhttp://radarmexeriqueiro.blogspot.com