Sejamos Todos Feministas


O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo."A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.  📖
Skoob 👍Avaliação Final:⭐⭐⭐⭐⭐

O feminismo tem virando um assunto comum nas rodas de conversa, mas será que as pessoas realmente entendem o que exatamente é ser feminista? Em Sejamos Todos Feministas, 
Chimamanda Ngozi Adichie nos fala mais sobre a sua história e como descobriu ainda muito cedo que era uma feminista mesmo sem saber o significado da palavra e a importância do movimento. 
O problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero.
Com exemplos simples e do nosso cotidiano ela nos mostra que o feminismo  não é só sobre e para mulheres, e  um movimento que visa o bem de todos. Feminismo não é sobre gêneros, mas sim sobre diretos. 

A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura.
Chimamanda é um exemplo de girl power e sua vida é uma história inspiradora! Escritora nigeriana, da etnia Igbo. Aos dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi publicado em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007. Deu para perceber que ela tem bagagem para fazer com conhecimento sobre o assunto. 
Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.
Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé. O livro se apresenta de uma forma resumida e adaptada (comparado com a apresentação da autora), mas que consegue passar de uma maneira atual e exclamadora um pouco do que o feminismo representa na sociedade e sua importância para uma vida mais feliz. Esse é aquele tipo de livre que a gente tem que ler pelo menos uma vez na vida e quando acaba não há como não recomendar para os amigos e amigas. 

3 Comentários

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  1. Ai, que tudo! Sou feminista assumida e também já era uma feminista mesmo sem saber o que o termo significava. Sinceramente, preciso desse livro. Me interessou muito.

    Beijos
    Karolini
    womenrocker.blogspot.com

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  2. Amei a resenha! Esse livro tá na minha lista de leitura e vê-la foi um ótimo lembrete para eu providenciar logo essa leitura! E, serviu também para incluir o outro título da Chimamanda, o Meio Sol Amarelo, para a lista! <3
    Adorei mesmo!
    xoxo
    Rê

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  3. Amo os livros dessa autora! Já li esse, além de outros dois dela. Além dela escrever de uma forma muito fácil de entender, que torna o livro bem acessivel pra todo mundo, ela ainda fala de temas muito importantes com uma visão muito crítica. Maravilhosa <3

    Beijos!
    Serenar

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@profanofeminino