Sábado à noite

sexta-feira, agosto 28, 2015

Todo mundo espera algo de um sábado à noite. Hoje os meus se resumem em esperar alguém, mas precisamente você.  Os meus finais de semana se resumiam a rezar pela chegada da sexta-feira para começar o esquenta com a galera, mas era nas baladas de sábado que a mágica acontecia. As luzes, a música que tocava no mesmo ritmo do meu coração ou será que era o contrário? Todas aquelas pessoas e como tudo parecia tão bonito, tão feliz. Se me perguntassem onde a felicidade morava eu responderia certamente que era ali. No domingo a ressaca para mim era o sinal que tudo tinha valido a pena, pelo menos era o que eu achava até te conhecer. 


Você se lembra era uma manhã fria de domingo, lembro que tinha acabado de sair de um a festa, mas não queria ir para casa, tinha que ficar sóbria, precisava de um café. Cheguei a cafeteria peguei o menu e fui pra fila, mas não sei tudo parecia tão confuso, quando foi que se tornou tão difícil pedir um simples café? Foi então que você surgiu, pegou o menu da minha mão e pediu um Expresso  e um Mocha. Lembro como se fosse ontem você me entrou o Mocha e desculpou-se pela intromissão e ousadia. Na minha cabeça pensei como seria bom se todos os homens fossem tão ousando quanto você. Eu te agradeci em meio as bochechas coradas, você saiu e foi se sentar em um mesa com vista para rua. Olhei ao meu redor e não tinha nenhum lugar livre a não ser na tua mesa. Talvez fosse o álcool falando, mas criei coragem e sentei contigo. 

Acho que nunca conversei tanto, sobre tudo com alguém, e em meio a conversa comecei a chorar. Você não disse nada só me abraçou e deixou que eu chorasse. Pedi desculpas e disse que nunca tinha feito aquilo, trocamos telefones e cada um seguiu seu rumo. Me lembro muito pouco do que aconteceu antes ou depois do nosso encontro, mas ficou claro o que senti ao estar contigo. E esse foi o início da nossa história. 

Não sei se é normal, mas depois de te conhecer ir pra balada se tornou algo vazio, sem sentido. A mágica não estava mais ali e a música não tinha mais o compasso do meu coração. Eu me dei conta em como  me sentia sozinha, e a felicidade definitivamente não estava ali. Pela primeira vez em anos eu estava sóbria. 

Talvez eu nunca tenha lhe dito, mas você me salvou naquela manhã de domingo de uma vida que não era minha, de alguém que não era eu. Com você eu descobri que não dá para buscar a felicidade nos outros, se ela não está presente em mim. Você deu um sentido aos meus dias, não só aos finais de semana. Eu não consigo imaginar nada melhor do que te ter ao meu lado todos os sábados à noite, domingos de manhã e nos demais dias da semana pro resto de nossas vidas...

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2 comentários

  1. Conheci seu blog pelo grupo do Rotaroots, aí aproveitei para passar no seu cantinho. Parabéns, tá tudo muito lindo, os conteúdos muitos bons, dá para ver que é feito com carinho. Vou passar muitas vezes por aqui. Um grande abraço!

    www.vuou.com.br

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