Espelho

sexta-feira, novembro 16, 2012

Foi assim que eu “aprendi” a me divertir, eu levei um pé na bunda de um carinha que eu amava, só que na verdade hoje sei que ele não passou de um idiota.
Só de pensar que eu morreria por ele, quando ele nem prestava atenção no que eu falava. Mas um dia eu acordei, sabe?  E me olhei no espelho, meu rosto estava inchado de tanto que eu tinha chorado na noite anterior. Então eu encontrei uma forma de da um basta, eu aceitei um convite para sair com uma amiga para a balada.
Foi ai que eu conheci a balada, à noite e a liberdade. Não só isso, como eu também conheci caras, muitos caras e dancei com cada um, eu me envolvi, mas não peguei o telefone, olha só eu nem quis saber dele no outro dia. Eu conheci caras que me fizeram bem, mas nem por isso estão comigo hoje e também  caras que assim como aquele outro carinha idiota, não sentia nada por mim, mas que diferença tinha? Eles não eram ninguém para se lembrar do nome. Era a primeira vez que eu podia gritar ‘eu sou livre’ porque eu me sentia assim, estava tentando supri o tempo perdido, curtir o que eu nunca tive a chance. Eu conheci o álcool, os cigarros e as drogas, tudo por causa daquele carinha e eu não só conheci tudo isso como também conheci um lugar chamado fim do poço.  Mas um dia eu cheguei em casa, na verdade, eu nem sei como eu cheguei e me olhei no espelho, naquele mesmo espelho. E vi uma garota drogada, bêbada e sem sentimentos. Eu tinha me tornado amarga e eu não tinha percebido, porque eu confundia com o gosto amargo da bebida na minha boca, na verdade aquele menino tinha criado um mostro.
E sabe o que eu percebi? Que ter saído por ai beijando milhões de bocas, ter me entregado para qualquer um, fazer sexo só por sexo e experimentar as bebidas mais amargas e os cigarros mais caros não adiantou em nada, porque eu voltei aqui para o mesmo espelho e continuo sentindo falta de algo para preencher o meu vazio, algo que nenhuma balada me ofereceu. Eu volto para casa, deito na mesma cama e procuro as mesmas coisas e não valeu em nada ter me tornado um monstro por aquele cara, afinal quem era ele para ter todo esse efeito sobre mim?
Só que agora eu vou tentar mudar, eu não vou sair por ai procurando por algo que nem eu sei o que é. Eu vou esperar ele chegar. Me disseram que cada um tem o que merece, então é isso, eu vou fazer por merecer.  


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5 comentários

  1. Adorei o texto!!!
    Aliás adoro as coisas que vc escreve aqui no seu blog!

    Leio sempre!

    Beijos
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  2. Amei esse texto!! Super legal, tipo, antes de querer se matar por alguém, fazer tudo por uma pessoa que não sente nada por você, então, antes de tudo isso, se olhe no espelho.. pode ser uma boa alto ajuda!! haha' Bjos
    foorgiiirls.blogspot.com.br

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  3. Muito bom o texto, achei que é na verdade uma descoberto pelo amor próprio.

    Adorei o blog e estou seguindo, confere o meu e segue lá também.
    Bjão!

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  5. Pessoal, obrigada. Que bom que vocês gostaram. É exatamente isso, a descoberta do amor próprio. Esse texto eu fiz a muito tempo, me inspirei bastante nessas garotas que acham que as festas, bebidas, caras vão fazer elas esquecer o pé na bunda. Espero que continuem gostando. Um beijão ;*

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